
Raul Elwanger, entre Jeronimo Jardim e Adroaldo Bauer
O "Mono" Rubén Izarrualde
GAZETA DOS TOLOS 80 (*)
"...el que no cambia todo, no cambia nada..." (Pablo Ziegler).
O AnteProjeto de Lei (segunda versão)
sobre Direitos Autorais que está até 30 de maio em consulta pública no saite do MinCultura em geral é positivo, elimina muitos erros do anterior APL.
Mas está totalmente errado no caso da Internet (Art. 105-A). Inverteu o dever de respeitar a lei:
-libera para os provedores praticarem o delito de comercializar fonograma alheio sem pagar,
-obriga o autor a um emaranhado juridico/burocrático para somente "retirar num prazo razoavel" sem penalizar o infrator,
-cria confusão entre provedor e alojador que ira beneficiar as manobras dilatorias,
-não pune e portanto é feito para não valer.
Deveria dizer: 'é vedado colocar fonograma à disposição na internete sem autorização de autor/produtor' . Então provedores e autores/produtores poderiam negociar a hospedagem e remuneração, como é (deveria ser) no caso de radio/tv/cabo.
-libera para os provedores praticarem o delito de comercializar fonograma alheio sem pagar,
-obriga o autor a um emaranhado juridico/burocrático para somente "retirar num prazo razoavel" sem penalizar o infrator,
-cria confusão entre provedor e alojador que ira beneficiar as manobras dilatorias,
-não pune e portanto é feito para não valer.
Deveria dizer: 'é vedado colocar fonograma à disposição na internete sem autorização de autor/produtor' . Então provedores e autores/produtores poderiam negociar a hospedagem e remuneração, como é (deveria ser) no caso de radio/tv/cabo.
Como está no APL, é isso mesmo: vai continuar como está, vai seguir o atual "liberou geral".
Ficção nada cientifica.
Em 1931 (talvez) fizeram um hipotético encontro "livre" de Escritores, com José Guilderbaes de estrela, pois era muito moderno e escrevia...numa flamante Olivetti chegada da Italia, apesar de ser um escritorzinho de segunda. Com papel carbono, a máquina fazia o milagre de reproduzir o escrito por José. Uau, que modernidade ...
Mas o pobre do Dioclénio Chanado, que era um craquezasso de escritor, não foi convidado. Motivo: ele escrevia á mão, coitadinho tão obsoleto. Tem gente repetindo a bobagem (ou esperteza) hoje, usando o lerolero do "acesso digital' para surrupiar musica alheia e autoconvidar-se para eventos, de preferencia sob os generosos aparelhos alimenticios estatais/senoidais.
Desculpem as citações erradas, foi intencional mesmo.
Mas o pobre do Dioclénio Chanado, que era um craquezasso de escritor, não foi convidado. Motivo: ele escrevia á mão, coitadinho tão obsoleto. Tem gente repetindo a bobagem (ou esperteza) hoje, usando o lerolero do "acesso digital' para surrupiar musica alheia e autoconvidar-se para eventos, de preferencia sob os generosos aparelhos alimenticios estatais/senoidais.
Desculpem as citações erradas, foi intencional mesmo.
....
Las ventas de Amazon
La distribuidora online Amazon ya vende más libros en formato digital que impresos en papel, según anunció ayer esta empresa, pionera también en la edición electrónica de textos de la mano de su lector Kindle. “Sabíamos que esto acabaría ocurriendo, pero jamás pensamos que sería tan rápido”, aseguró Jeff Bezos, fundador de Amazon, una tienda que lleva quince años comercializando libros y ya cuatro vendiendo libros para Kindle. Según las precisiones, desde el 1º de abril el sitio vende 105 libros Kindle
por cada cien impresos, pero buena parte de estos últimos son títulos que aún no tienen una versión digitalizada para el lector de Amazon. La tienda se acerca, además, al millón de textos en formato digital disponibles.
... Brasil século XXI:
vamos organizar a venda legal de musica pela WEB, remunerando autores, intérpretes, musicos, produtores e provedores normalmente ? Para os demais, como dizia Borges de Medeiros, a lei.
vamos organizar a venda legal de musica pela WEB, remunerando autores, intérpretes, musicos, produtores e provedores normalmente ? Para os demais, como dizia Borges de Medeiros, a lei.
...
Governo do Estado do Rio Grande do Sul
criou um Gabinete Digital, voltado à "inclusão , democratização, acesso". Na parte que nos toca aos musicos e compositores, por um email do proprio Palácio de Governo (ver abaixo), soubemos da iniciativa de realizar ou apoiar (não se entende) um Festival "Livre" junto ao FSM 2012 onde serão convidados os que apóiam o suposto Movimento Livre excluindo os demais. Não tem criterio artistico, o criterio é apoiar a baixação. Então descobrimosuma nova democracia inclusiva: só para os amigos, só
para seus sectários. O Gabinete criado para dar acesso a todos exclue 98% da comunidade musical que construiu, trabalha e constroi nossa musica do sul.
Acresce que a "baixataria" atual é ilegal, é apropriação indébita, já extinta por exemplo na Alemanha atravéz de saites legais de circulação paga dos fonogramas privados.
O Governo não deveria apoiar a ilegalidade e muito menos tomar partido contra os musicos do sul.
Email da Secretaria de Comunicação do Palacio Piratini faz uma misturada de nomes, cargos e posições para dar a impressão de legitimidade e apoios, usando o nome de autoridades que desconhecem o assunto, misturados o um "cantor de Goias", um DJ ingles, o onipresente grupo Teatro Mágico de SP, para no final nos depararmos com que na verdade ninguém assina o tal documento.
Esse documento/email que anuncia evento aparentemente com aval do Gabinete Digital, evento musical que deveria ter origem na Secretaria de Cultura, só termina de entender-se com a leitura de uma entrevista do Sub-Secretario de Cultura no Portal/RS oficial do Governo do Estado, justificando o apoio a este festival de seita e assumindo os argumentos da ilegalidade contra os autores e da exclusão antidemocrática dos musicos. É bizarro: a Secretaria de Cultura não tem este evento, mas seu funcionario o publicita e justifica.
Copio abaixo caput do "lançamento". Sugiro pedir neste endereço a versão completa.
---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Claudia Cardoso <claudia-cardoso@secom.rs.gov.br>
Data: 8 de abril de 2011 14:57
Assunto: Lançamento Festival Internacional de Música Livre
Para:
De: Claudia Cardoso <claudia-cardoso@secom.rs.gov.br>
Data: 8 de abril de 2011 14:57
Assunto: Lançamento Festival Internacional de Música Livre
Para:
Para conhecimento e divulgação.
Claudia.

Jeronimo Jardim, com Adroaldo Bauer
...
A maioria dos compositores não ganha caches, pois não faz xous.
Precisam ser remunerados ou não haverá porque criar, a não ser por prazer, para tocar em casa e para os amigos.
E os livreiros, os autores de poesias e romances, se suas obras são baixadas sem remuneração? Os provedores, se não quiserem pagar, têm como barrar o acesso gratuito às obras.
Fazemisso para evitar a veiculação de pedofilia, não fazem? Se barram a prática desse tipo crime, podem impedir outro, a apropriação das obras sem pagamento. Apropriação indébita também é crime capitulado no Código Penal. Vamos à luta, autores de obras intelectuais, não só da música. Também estão sendo atingidos.
Os criadores de obras intelectuais não podem ser os únicos sujeitos aos títulos pomposos, aliciadores dos que ignoram a questão em profundidade, tais como "democratização da cultura" e "música livre". É um socialismo parcial. Atinge somente os criadores de obras artísticas, culturais, de informação e entretenimento. Quem quiser dar suas obras, é livre para tanto. Quando me interessa, disponibilizo obras gratuitamente. Dou convite para shows.
É direito meu, como é o de cobrar pela minha arte. A criação é uma PROFISSÃO. O profissional de criação não tem obrigação que DAR o que tem para VENDER. Quem tem obrigação de DAR cultura é o Estado, como DÁ saúde pelo SUS, mas remunera seus MÉDICOS; como DÁ educação, mas remunera os PROFESSORES. Porque sou da classe das cigarras, não tenho que CRIAR, CANTAR E TOCAR DE GRAÇA.
TENHO SOMENTE QUE SER HONESTO COM O MEU TRABALHO.
JERONIMO JARDIM.
JERONIMO JARDIM.
___________
Editada por Raul Elwanger
Editada por Raul Elwanger

0 comentários:
Postar um comentário