quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mais miolo de pote

Há qualidade no miolo

É o vazio que olho

Não que seja caolha

É que lá nada há,

lá, lá, lá...

Está bloqueada a passagem

Nem falam de rachaduras

É pura miragem esse mel

Mais pra rapadura que fel

Todos estão certos

Estou errando

Quem mais errará

Se e quando a chuva parar

Estou certa e enquadrada

Desentupindo o ralo

Lembrando miolo de pote

Da cobra que deu bote

Da tirania déspota do trote

Tudo que seja cor desbota

Uma pisada de bota na bosta

Ninguém vai passar por aqui

O cheiro não é de jasmim

Continuarei vazia, sim

No fundo de mim, o buraco, rio

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