Há qualidade no miolo
É o vazio que olho
Não que seja caolha
É que lá nada há,
lá, lá, lá...
Está bloqueada a passagem
Nem falam de rachaduras
É pura miragem esse mel
Mais pra rapadura que fel
Todos estão certos
Estou errando
Quem mais errará
Se e quando a chuva parar
Estou certa e enquadrada
Desentupindo o ralo
Lembrando miolo de pote
Da cobra que deu bote
Da tirania déspota do trote
Tudo que seja cor desbota
Uma pisada de bota na bosta
Ninguém vai passar por aqui
O cheiro não é de jasmim
Continuarei vazia, sim
No fundo de mim, o buraco, rio

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